Falta-me o ar quando tu não estás.
Não existe oxigénio à minha volta
e os demais gases são demasiado rarefeitos.
Sufoco e engasgo-me,
nas condições anaeróbicas da tua ausência.
Ruborizo e empalideço,
alternadamente quando me faltas
e quando me dou conta do espaço vazio
que existe em teu lugar.
A minha respiração pára,
no instante preciso em que te vais,
e como submergido em águas profundas,
sinto-me asfixiar
ao mesmo tempo que se me tolda a visão.
Sinto os sentidos deixarem de o ser
e a percepção do redor empalidecer.
Sinto o corpo, lentamente e hipo termicamente,
entrar em letargia.
E quando por entre o turvo da água em redor,
por entre o mareio e o zumbido,
te vejo aparecer,
agito braços e pés e subo à superfície,
atiro com o corpo para fora de água,
encho os pulmões a toda a força
de todo o ar que suporto,
sinto a circulação novamente
e então abro os olhos e volto a mim.
No mesmo instante
em que tu também voltaste.
A mim…